Nós por nós: conhecendo as dificuldades e belezas do Coletivo Novo Paraíso
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Nós por nós: conhecendo as dificuldades e belezas do Coletivo Novo Paraíso

Entre os dias 21 e 24 de setembro aconteceu a oficina “O fortalecimento do comum e das redes de cuidados”, mais uma atividade do Círculos, ciclo de formação contínua do LABxS (Lab Santista) e Instituto Procomum. Em parceria com o Coletivo Novo Paraíso, de Cubatão-SP, o encontro foi facilitado pelo coletivo Etinerâncias e Red Co.Madre: Saberes en Red, Memoria y Cultura Viva  que já estudou e vivenciou práticas e experiências de comunidades tradicionais e espaços de resistência (ocupações, assentamentos, favelas) pelo Brasil e América Latina.

“(…)O processo de escuta atenta do coletivo Etinerâncias me tocou bastante desde o início. Em nenhum momento a metodologia era engessada para ser aplicada aos participantes. Acompanhei de perto a construção que faziam diariamente antes, durante e depois das oficinas diárias, tudo pensando para e com a comunidade.”

Primeiro dia: visitando a comunidade

“No primeiro dia do encontro conheci pessoalmente os três integrantes do coletivo Etinerâncias: Raissa Capasso, Gabriel Kieling e Débora Del Guerra em uma Kombi charmosa e cheia de objetos que por si só já despertam a curiosidade sobre as histórias vividas em suas viagens. Seguimos com Georgia Haddad, diretora do IP, de Santos para o Cubatão.

Ao chegar, conhecemos o que representa o Coletivo Novo Paraíso – um espaço de resistência cultural idealizado por André Luiz – para a comunidade e para a cidade. Fomos apresentados  à história do bairro Pinhal do Miranda e as contradições de estar localizado em uma cidade que já foi considerada a maior poluidora do estado de São Paulo, mas possuí imensa riquezas naturais.”

Segundo dia: uma conversa sobre resistência e colaboração

“(…) Recebemos o Etinerâncias na sede do LABxS em uma roda com cerca de 30 pessoas. Assistimos registros em vídeo de seu trabalho em quilombos, aldeias e comunidades do Brasil e da Latino América. Raissa e Débora falaram sobre a Rede Co.Madre, uma plataforma digital colaborativa e aberta que, por meio do automapeio dos saberes e fazeres das mulheres reúne um acervo audiovisual para intercâmbio e fortalecimento das estratégias protagonizadas por mulheres em diversos territórios.

O encontro foi marcado por vídeos, documentos e compartilhamento de saberes de mulheres da Colômbia, México e Brasil. Conhecimento que pode ser ignorado pelo poder público e imprensa tradicional, mas é o que move as redes de cuidado e a vida nas cidades da América Latina.

No final ficou o questionamento: o que seria das cidades e da vida na América Latina sem as mulheres que todos os dias cuidam dos filhos, da casa, da família, do alimento e das comunidades?”

 

 

 

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AUTORA

Marina Pereira