CONTEXTO SÓCIO-HISTÓRICO

CONTEXTO

TODA VEZ QUE EU DOU UM PASSO | O MUNDO SAI DO LUGAR

Sibá e a Fuloresta

A REALIDADE EM MOVIMENTO
Caminhar pelo país é uma experiência profunda e complexa. Ela é pessoal e universal ao mesmo tempo e nos coloca de frente com nossa história e ancestralidade todos os dias. Condições e construções múltiplas, dentro de um território de enorme contradição e integralidades. Presenciamos relações de poder perversas e exploração. As estratégias de opressão permeiam as questões subjetivas e materiais do território, da moradia e propriedade. Também estão por trás da edificação de fronteiras simbólicas e concretas por nacionalidade, gênero, raça, idade, etnia, classe social e etc. Pretentedem a desarticulação dos movimentos sociais, das práticas sociais e individuais integrativas.
Essas práticas incluem a vivência afetiva e cultural das pessoas, as conectam consigo mesmas, com o outro, ao percurso individual e de seu povo. Assim, potenciliza-se o protagonismo em sua própria história, nas politicas públicas e nas tragetórias que garantem direitos e fortalecem a identidade, o projeto de vida e de sociedade, para melhoria da qualidade de vida.
O processo de compreender toma corpo a cada dia em que trazemos pra perto o que vivemos, pois apesar de nossa formação em ciências humanas e sociais, estas ciências constroem sua atuação e pesquisa a serviço de setores elitizados e a realidade do país exige muito mais. Exige a o reconhecimento de multiplos saberes e parceria dos saberes e da ciência, para que avançemos enquando povo.
Portanto, precisamos romper uma antiga barreira de acesso, demostrando cada dia mais, que a democratização e o diálogo dos conhecimentos pode gerar muitos benefícios sociais e se faz necessária para as atingir as problemáticas existentes hoje. Dessa forma, lutamos pelo comprometimento de diversas áreas de saber com a produção de ações e conhecimentos socialmente relevantes.
São muitas as relações antigas, concebidas a partir do contexto sócio-histórico desigual do país. Contradições, que ainda hoje, aparecem com muita força e dialogam diretamente com a iniquidade social e enorme vulnerabilidade de alguns grupos frente a outros.
Entretanto, neste contexto, de igual força e resistência, estão os movimentos sociais, a persistência da memória e da cultura, a criatividade e força nossa enquanto povo. Reconhecemos o enfrentamento direto das comunidades organizadas ou em processo de organizar-se, que não se calam. Elas se fortalecem culturalmente, afetivamente e coletivamente com seus pares e nos recebem sempre com os braços abertos, nos permitindo participar e nos fortalecer juntos. Nossa inquietude e vontade de mudança são uma vontade comum, o que vem possibilitando que possamos trabalhar no mesmo sentido e juntos.