DONA ROSANA
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DONA ROSANA

Estávamos alguns dias na estrada quando chegamos em Itaúnas.

Era fim de tarde, e nós, cansados da longa viagem. Demos uma volta rápida pela praça da cidade e avistamos uma longa estrada de terra. Perguntamos pela rua o que havia seguindo por ali para o outro lado da ponte.

– “Do outro lado da ponte não há nada, só altas dunas de areia e um atalho para outra cidade. Mas é uma longa estrada de areia, não sei se a kombi aguenta não” respondeu um senhor.

Já estava quase anoitecendo, mas resolvemos seguir por ela.

Um tempo depois avistamos uma vila de pescadores, entre os mares de areia. Parecia que estávamos em um outro lugar, muito simples, a princípio.

Mesmo ainda sem local para dormir, não podíamos perder o pôr-do-sol do alto de uma duna daquelas.

Na volta conhecemos os meninos Gabriel e Gustavo, vinham com um saco cheio de peixes em direção a casa de um tio onde pararam para deixar a comida antes da volta para casa. Por lá, conversamos e escutamos todas as estórias sobre cobras e outros animais rastejantes que eles tinham na região. Nossos novos amigos nos alertaram sobre os cuidados que deveríamos ter caso fôssemos acampar por lá.

Ao final, fomos acolhidos na casa de Dona Rosana. Uma senhora simpática que passou por nós quando ia para a igreja e na volta resolveu nos convidar.

Durante a noite, muita ventania e sons dos mais variados.

Mistérios embalaram nossos sonhos nessa noite.

Primeira de muitas,  neste território tão especial.

Etinerâncias,

18 de janeiro de 2015.